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Menopausa

Dra. Livia Faccine, endocrinologista em Moema, São Paulo

O que é

A menopausa é a última menstruação da vida da mulher. O diagnóstico é confirmado de forma retrospectiva, depois de doze meses consecutivos sem menstruar.
 

Diferentemente da perimenopausa — a fase de transição que a antecede, em que os exames laboratoriais costumam vir normais —, na menopausa já existe alteração hormonal detectável em exames de sangue, com elevação do FSH. A avaliação, ainda assim, é sempre feita em conjunto com a história clínica.

O que muda no corpo

Com o fim da produção hormonal dos ovários, algumas alterações passam a ocorrer de forma contínua, mesmo quando os sintomas mais evidentes diminuem com o tempo:
 

Saúde óssea. A perda de massa óssea se acelera nos primeiros anos após a menopausa. Esse é o período de maior velocidade de perda em toda a vida da mulher, e é o que explica o aumento do risco de osteoporose e de fraturas nas décadas seguintes.
 

Saúde cardiovascular. A proteção cardiovascular que caracteriza o período reprodutivo se reduz após a menopausa. O perfil de colesterol tende a se alterar, e o risco cardiovascular passa a se aproximar progressivamente do observado nos homens da mesma faixa etária.
 

Sintomas. Ondas de calor, sudorese noturna, alterações do sono e do humor podem persistir por anos. Somam-se queixas relacionadas ao ressecamento vaginal, ao desconforto nas relações e a sintomas urinários, que, ao contrário dos fogachos, tendem a se agravar com o tempo se não forem avaliados.

Por que a avaliação e o tratamento importam

Tratar a menopausa não se resume a aliviar sintomas — embora isso já tenha valor próprio, pelo impacto real que o sono ruim, os fogachos e as alterações de humor têm sobre a qualidade de vida e sobre o trabalho.
 

Há também um componente preventivo. O acompanhamento adequado permite avaliar e reduzir o risco de perda óssea acelerada e atuar sobre os fatores de risco cardiovascular, que se tornam mais relevantes nessa fase.
 

Um ponto importante: o momento em que o tratamento é iniciado faz diferença. Os melhores resultados, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre benefícios e riscos, são obtidos quando a avaliação acontece nos primeiros anos após a menopausa.
 

Não existe conduta única. As opções de tratamento variam conforme a idade, o tempo desde a menopausa, os sintomas predominantes, o histórico pessoal e familiar e a presença de outras condições de saúde. Existem situações em que determinadas abordagens não são indicadas. Por isso a decisão precisa ser individualizada, tomada em consulta, e revista periodicamente.

Quando procurar avaliação

  • doze meses ou mais sem menstruar

  • ondas de calor, sudorese noturna ou alterações do sono que persistem

  • ressecamento vaginal, desconforto nas relações ou sintomas urinários

  • histórico pessoal ou familiar de osteoporose ou fratura

  • fatores de risco cardiovascular, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado ou histórico familiar

Outros temas

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a conduta devem ser definidos individualmente por um médico.

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